Flávio evita cobranças a aliados e diz que candidatura não tem volta

Diante do crescimento nas pesquisas de intenção de voto, o senado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, evitou fazer cobranças públicas por um apoio mais explícito de aliados, como Tarcísio de Freitas, e afirmou que a candidatura ao Palácio do Planalto não tem volta.

Divulgado ontem, o levantamento da Genial/Quaest mostra Lula na liderança, com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio, que soma 23%, começando a pavimentar a consolidação de sua postulação. Na simulação de segundo turno, o petista venceria o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro por 45% a 38%.

O primogênito de Bolsonaro avalia que o resultado de pesquisa não reflete o que os levantamentos internos tem demonstrado. “Não existe aquela distância entre mim e o Lula no nosso acompanhamento, mas isso pouco importa”.

Durante a entrevista após visitar o pai, que está preso na sede da Superintendência da PF, Flávio destacou que sua candidatura é para valer. “Não corri atrás de ser pré-candidato, mas Deus quis”.

Flávio evitou fazer cobranças e não entrou em polêmicas sobre supostos acenos de Michelle Bolsonaro a outros possíveis candidatos. Também não quis dar palco à publicação da esposa de Tarcísio de que o marido deveria ser o novo CEO do país, em um momento em que o clã bolsonarista admite, pelo menos nos bastidores, que gostaria que o governador paulista já tivesse demonstrado um apoio mais explícito às pretensões eleitorais do filho de Bolsonaro.

“Pratico aquilo que falo, que é união. É o que vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho”, disse Flávio, acrescentando que as eleições ainda estão longe e que não cobrará ninguém sobre um posicionamento mais forte neste momento.